Palestra - Dia Mundial da Saúde Digestiva

Com a vida corrida e o ritmo de atividades acelerado, muitas pessoas acabam descuidando da alimentação e têm a ilusão de que as consequências são somente a perda ou o aumento de peso. A questão é que, poucos sabem que para ter uma boa saúde e prevenir doenças no aparelho digestivo, deve-se sempre estar atento ao estilo de vida e hábitos alimentares.

A saúde digestiva é diretamente influenciada pelos alimentos ingeridos. Adotar uma dieta equilibrada e saudável, hidratar-se, evitar o fumo, excesso de álcool e ser fisicamente ativo, é essencial para o funcionamento do intestino.

A preocupação diária que deve-se ter, é manter um adequado balanço energético, pois o consumo exagerado de calorias, que leva ao sobrepeso ou obesidade, é o principal fator de risco nutricional relacionado a doenças no futuro.

Dentro do adequado equilíbrio energético, a escolha de alimentos saudáveis ajuda muito. O ideal é uma dieta equilibrada e quantidades certas de carboidratos, proteínas e gorduras. Uma dica simples é o consumo de carboidratos de qualidade, trocando açúcares e farinhas refinadas por grãos, cereais e sementes integrais, frutas, verduras e legumes.

É preciso evitar, também, os alimentos processados industrialmente, que usualmente tem grandes quantidades de gorduras não saudáveis, sal, açúcares e aditivos. Além disso, ter uma alimentação variada, não repetitiva, é importante para termos acesso a todos nutrientes e minimizarmos potenciais contaminantes. Todas as principais causas de mortalidade são associadas à má alimentação, não só doenças do aparelho digestivo, mas doenças cardiovasculares, diabetes e vários tipos de câncer.

O estresse, a ansiedade e a depressão também são predisponentes para sintomas digestivos como má-digestão, desconforto, diarreia, azia e constipação. Manter-se fisicamente ativo é diretamente relacionado com a motilidade gastrointestinal, sendo um fator importante para o tratamento de constipação. O estilo de vida saudável interfere na microbiota intestinal e, estudos recentes tem mostrado que uma microbiota alterada pode estar relacionada a diversas doenças, como doenças autoimunes e alergias.