Dia Internacional do Celíaco

A doença celíaca é autoimune, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten que está presente em alimentos que contém trigo, centeio, cevada.

Esta doença afeta o intestino delgado e assim prejudica a absorção de nutrientes essenciais como carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. É uma doença crônica, e seu único tratamento é uma alimentação isenta de glúten.

Pode se manifestar em qualquer fase da vida em portadores de genes específicos para desenvolver esta intolerância. Há sintomas clássicos, normalmente na infância, quando ocorre a introdução de alimentos com glúten, apresentando diarréia crônica, desnutrição com déficit de crescimento, anemia ferropriva, falta de apetite, dor e distensão abdominal, vômitos.

Na não clássica, são manifestações gastrointestinal que não chamam tanto a atenção, por exemplo, constipação intestinal crônica, fadiga, baixo peso e estatura, manchas e alterações no esmalte dental.

Há também a assintomática, que tem o diagnóstico só através de exames. Além de retirar totalmente o glúten da alimentação, mesmo traços podem desencadear os sintomas. Por isso, em casa os utensílios para preparação dos alimentos do celíaco devem ser exclusivos para ele.

O celíaco não precisa deixar de comer massas, pães, bolos e biscoitos só deve na preparação destes utilizar farinhas como de arroz, mandioca, milho, oleaginosas, polvilho, tapioca, além da grande variedade de frutas, verduras, legumes, peixes, carnes e ovos.

Uma dica é ler atentamente os rótulos dos alimentos, por lei é obrigatória a informação de contém ou não glúten.

Vale ressaltar que a orientação de retirada do glúten da alimentação deve ser orientada pr médico e/ou nutricionista.

 

Paula Vargas
Nutricionista -CRN10 1921